Alimentação equilibrada é um desafio para muitas famílias
31 de julho de 2019
Desistência da amamentação: o que explica essa atitude?
2 de agosto de 2019

Diabetes infantil: a importância do diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce é apontado por especialistas como uma medida importante no controle da diabetes infantil. E há razões para apostar em conscientização.

Do total de brasileiros portadores da doença, estima-se que um milhão sejam crianças, de acordo com a Associação de Diabetes Juvenil. A cada cem mil crianças e adolescentes com menos de 15 anos, 7,6 mil novos casos de diabetes tipo 1 são diagnosticados, de acordo com o Ministério da Saúde.

O alto número de casos pode ser explicado, em parte, por uma dieta inadequada, caracterizada pelo consumo em excesso de refrigerantes e outras guloseimas.

Para o médico Alexandre Chieppe, ex-Subsecretário de Saúde do Rio de Janeiro, é fundamental ampliar e melhorar o diagnóstico precoce, também em crianças e adolescentes, para o controle do diabetes infantil, propiciando uma melhor qualidade de vida aos pacientes mirins. “Infelizmente, estima-se que para cada caso diagnosticado haja outro sem diagnóstico”, afirma o médico.

Chieppe salienta que há equipamentos que permitem o monitoramento domiciliar do diabetes pela equipe responsável, por meio da transferência dos dados obtidos.

O uso conjunto do device e do software permite que a equipe de saúde receba informações e alertas em tempo real. Por exemplo, caso o paciente apresente hipoglicemia, é possível uma intervenção precoce pelo médico responsável.

Para os pacientes de pediatras, em particular, há um teste rápido de hemoglobina glicada que pode ser feito no consultório, durante a consulta. O teste é conhecido como “dedo duro” do diabetes, pois traz informações sobre a glicemia do paciente nos três últimos meses.

Isso é importante porque, quando sabe que vai ao médico, o paciente, em especial adolescentes, tende a melhorar seu controle sobre a alimentação e a prática de exercícios físicos, gerando um falso resultado nos exames de glicemia tradicionais.

A hemoglobina glicada permite uma avaliação de mais longo prazo. A vantagem de ser um teste rápido, que pode ser feito no consultório, é que se elimina o tempo entre a realização do exame no laboratório e consulta médica.

Variações da diabetes infantil

Tipo 1 — O paciente não produz a insulina em volume suficiente. Por isso, apresenta alta concentração de glicose no sangue. Atribui-se sua causa a origem genética ou autoimunológica.

Pode ocorrer em qualquer idade, mas é o tipo mais comum de diabetes infantil, adolescentes e adultos jovens. Seus sintomas são sede, fome e poliúria (emissão excessiva de urina).

Tipo 2 — Mais recorrente em adultos com mais de 40 anos, acima do peso, sedentários e fumantes. Porém, nos últimos anos vem sendo diagnosticada em pessoas jovens devido aos maus hábitos alimentares, sedentarismo e vida estressante.

Na diabetes tipo 2, ou o pâncreas produz insulina em quantidade insuficiente ou a produz normalmente, mas o organismo não consegue utilizá-la de maneira correta.

Ao contrário da diabetes tipo 1, a diabetes tipo 2, na maioria das vezes, é assintomática, exigindo, portanto, diagnóstico mais eficiente.

Antes de se despedir, nós sugerimos que você leia este artigo que orienta como deve ser a relação entre professores e crianças portadoras de diabetes.