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Como o mito do filho perfeito pode prejudicá-lo

Quando as pessoas descobrem que serão pais, um turbilhão de ideias passa por suas cabeças. Imaginam se o bebê será menina ou menino, se terá as feições do pai ou da mãe, quando aprenderá a falar, entre outras diversas coisas.

Além disso, enquanto a criança cresce, alguns pais criam o mito do filho perfeito: arquitetam sua futura carreira, hobbies, personalidade, relacionamentos e até decisões. Toda a vida da criança é traçada na cabeça dos genitores.

No entanto, nem sempre as expectativas dos pais irão se transformar em realidade. A explicação é simples: trata-se de pessoas diferentes, que têm seus próprios ideais, sonhos e objetivos.

O problema é que, muitas vezes quando isso acontece, a relação com eles pode ficar estremecida, pois muitos pais não possuem maturidade para aceitar a desconstrução do mito do filho perfeito. Isso acontece porque, muitas vezes, os adultos projetam seus próprios sonhos nos herdeiros;

“Os pais planejam a vida dos filhos desde o nascimento. Querem que sejam bonitos, inteligentes, magros, obedientes, que estudem, trabalhem, namorem, casem e sejam ricos. Quando um filho(a) pratica automutilação, usa drogas, tem uma orientação sexual diferente da esperada, engorda, engravida e sonha em ter uma profissão não muito rentável, é o caos”, explica Tania Queiroz, psicoterapeuta e autora do livro Pais Imaturos, Filhos Deprimidos e Inseguros.

Refletir sobre expectativas

Para Tania Queiroz, os pais deveriam fazer uma autoavaliação e refletir sobre a forma com que estão gerando expectativas sobre seus filhos, e mensurar as consequências de suas atitudes ou da falta delas.
‘A pressão pela perfeição pode prejudicar crianças e jovens. Muitos desenvolvem o medo de fracassar, baixa autoestima, depressão, ficam ansiosos, tristes e começam a cobrar esta perfeição de si próprios’, diz a autora.

Desta forma seria possível operar as mudanças necessárias de maneira a garantir uma educação de qualidade, estabelecendo um vínculo emocional e não apenas material com os filhos, aceitando suas imperfeições e escolhas.

Segundo a psicoterapeuta, a busca dessa perfeição dentro de valores rígidos tem destruído milhares de jovens que, quando não conseguem ser o que os pais sonharam e planejaram, ficam confusos, estressados, sem recursos emocionais e psicológicos adequados e alguns chegam a até tentar o suicídio.

“É preciso aceitar a realidade tal qual se apresenta bem diante do nosso nariz e resgatar a tolerância à frustração e à dor, aos problemas inerentes à existência humana que nos fazem amadurecer. É preciso deixar de lado o mito do filho perfeito e aprender a lidar com os problemas reais”, finaliza a escritora.

Nossa fonte:
Tania Queiroz é Personal & Professional Coaching e membro da Sociedade Brasileira de Coaching. Possui formação e certificação internacional reconhecida pela Graduate School of Master Coaches e Institute Coaching Council (ICC).