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Pediatra dá dicas aos pais sobre o retorno das aulas presenciais

retorno as aulas presenciais

A pandemia do novo coronavírus colocou o Brasil em quarentena há quase quatro meses. E nesse período, as famílias tiveram de se adaptar a uma nova realidade que envolve não apenas o home office e as tarefas domésticas, mas também os estudos e o entretenimento de crianças e adolescentes. O cenário desafiador deixou muitos pais de “cabelo em pé”, mas a perspectiva de retomada das atividades escolares presenciais tem sido motivo de preocupação em muitos lares. Por isso, como promover o retorno das aulas presenciais sem causar traumas ainda maiores?

Primeiramente é preciso saber que, segundo o Código Penal e a Lei de Diretrizes e Bases, todo menor entre 4 e 17 anos deve estar matriculado em uma escola ou os pais estão cometendo crime de abandono intelectual. Com isso, é inviável tirar a criança da escola agora e só retornar sua matrícula em 2021.

A pediatra Dra. Thais Bustamante, da Sociedade Brasileira de Pediatria, compara o cenário de quarentena ao de uma guerra, no qual não apenas a liberdade é cerceada, mas também há crise sanitário-político-econômica que traz medo, angústia e insegurança nos adultos, com repercussão nos pequenos. “A depender da faixa etária, a manifestação desses sentimentos será diferente”, diz.

Retorno às aulas presenciais pede calma


Antes de tudo, a médica orienta os pais a manterem a calma e a ensinar as crianças sobre a importância da prevenção – o que inclui o uso de máscaras, o distanciamento social e a constante higienização das mãos.

Tudo isso sem fazer alarde ou ameaças, como dizendo que a criança ou alguém querido poderá morrer se ela não fizer a prevenção corretamente.

A pressão para o retorno às aulas também deve ser deixada de lado. Tudo bem se o ano letivo for perdido. “Percebemos escolas, professores, pais e crianças se esforçando ao máximo para mudar a forma de ensino e permitir que a aprendizagem aconteça. Porém, peço aos pais tolerância, menos cobrança e menos culpa, não só com os filhos, mas também com eles próprios. Diante de uma situação inusitada e nada favorável, o que mais importa é manter as saúdes mental e emocional o mais equilibradas possível – a própria e a da criança”, afirma a pediatra.

Nesse sentido, a escola é um ambiente de socialização, afetos e amizades que favorece a aprendizagem, mas cabe a cada família avaliar, de acordo com sua situação financeira, idade e limitações da criança, se o momento de retorno é o mais adequado ou se é necessário aguardar mais um pouco em home schooling.

Nossa Fonte: Dra. Thais Bustamante, Pediatra e Neonatologista
Pediatra e Neonatologista pela UNESP
Mestre em Cirurgia Pediátrica UNESP
Pós Graduada em Nutrição Pediátrica pela Boston Medicine University

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