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Vacina contra o sarampo: 4 mitos que você deve ignorar

As crianças podem até fazer uma careta na hora da picadinha, mas a vacina contra o sarampo é a única maneira de se prevenir e evitar um surto.

O Brasil vinha de um longo período sem registrar casos autóctones da doença, desde 2000. Até que, entre 2013 e 2015, ocorreram dois surtos. Entre o início do mês de maio e início de agosto, o Brasil registrou 907 casos confirmados de sarampo, em três estados. 

“Atualmente, este número crescente de casos da doença se deve especialmente por uma certa negligência da população em relação à imunização. Como a doença estava praticamente erradicada, houve um certo relaxamento. Pararam de tomar a vacina contra o sarampo”, alerta o Biólogo Horácio Manuel Teles, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).

Por isso ele defende a necessidade de programas educativos permanentes de vacinação. “Essa é a única forma de se proteger, e as pessoas devem se conscientizar de que não é uma doença inofensiva. Em casos mais severos, ela pode comprometer o Sistema Nervoso Central e até mesmo levar à morte”, alerta Teles.

Abaixo, o Biólogo desmonta alguns mitos que também teriam colaborado para que a população evitasse a vacina contra o sarampo e que podem ter contribuído para a volta da doença:

É mentira que que a vacina contra o sarampo pode provocar autismo

Essa história surgiu a partir de um estudo que foi divulgado por uma revista científica, em 1998, mas que depois foi considerado extremamente falho.

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Não é verdade que a vacina contra o sarampo seja prejudicial à saúde

“As vacinas são muito seguras e a maioria das reações provocadas são, geralmente, pequenas e temporárias. Como uma febre ligeira ou um braço dolorido, por exemplo”, diz o especialista;

É um erro não se vacinar contra doenças praticamente irradicadas

Os agentes infecciosos continuam a circular pelo mundo e podem atravessar fronteiras geográficas, infectando quem não está protegido”, alerta Teles.

É mentira que as vacinas contêm toxinas perigosas

De fato, vacinas são produzidas com substâncias como formaldeídos, mercúrio ou alumínio. “São perigosas se forem consumidas em alto nível, mas não na quantidade presente nas vacinas”, conclui o Biólogo do CRBio-01.

Nossa fonte: Biólogo Horácio Manuel Teles, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS).