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Excesso de ruído nas escolas pode acarretar danos à audição de alunos

Esta é a semana de volta às aulas para muitas crianças. E, junto com a animação em conhecer ou rever os coleguinhas e a escola, vem o barulho típico da criançada fazendo algazarra no pátio, na sala de aula, ou correndo pelos corredores. O excesso de ruído pode causar diversos prejuízos à saúde, como estresse, falta de concentração e até uma progressiva perda auditiva, que às vezes pode ser sentida apenas na idade adulta, mas teve início já nos primeiros anos de estudo, em meio ao barulho na sala de aula e em outros ambientes da escola.
A barulheira das crianças tem efeito cascata. Uns gritam para fazer sua voz ser ouvida em meio ao barulho de outros alunos. E o professor, por sua vez, é obrigado a falar ainda mais alto em uma tentativa de se fazer compreender; sem falar no arrastar de cadeiras e nos ruídos externos, como o do trânsito, por exemplo. Tudo isso junto tira a concentração dos alunos, atrapalha o raciocínio e ainda traz riscos à audição.
“É preciso ficar atento para possíveis danos auditivos, principalmente nas crianças, que muitas vezes podem passar despercebidos. É necessário avaliar a audição dos pequenos principalmente no início da fase escolar, para evitar prejuízos de aprendizagem ou mesmo o agravamento de distúrbios já existentes”, aconselha a fonoaudióloga Marcella Vidal.
De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) o limite de barulho dentro da sala de aula é de 40 a 50 decibéis. Porém, no dia a dia, o ruído chega a atingir 80 decibéis, principalmente em salas com mais de 25 estudantes. Além disso, o ruído no pátio, na hora do recreio, pode chegar a mais de 100 decibéis. O limite suportável para o ouvido humano é de 65 decibéis, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.
“O contato com sons muito altos faz com que as células ciliadas, que ficam dentro do ouvido, sejam danificadas. Essas milhares de células lesadas podem causar zumbido ou a sensação de ‘ouvido tampado’. Essa sensação normalmente desaparece nas 12 horas seguintes à exposição ao barulho. Mas se o ruído for frequente, as células ciliadas podem se degenerar e, como não se regeneram, instala-se uma perda auditiva”,  explica a fonoaudióloga, especializada em audiologia.
Dentre as medidas que as escolas podem tomar a fim de amenizar o excesso de barulho está a de melhorar a acústica nas salas de aula por meio de isolamento acústico, a fim de diminuir a reverberação de ruído.
“Conter o excesso de barulho nas escolas é uma tarefa bastante complicada, mas que pode ser posta em prática com campanhas de conscientização, materiais informativos e palestras. É importante também que a direção das escolas promova exames periódicos em alunos e professores, intervindo precocemente caso seja identificado algum problema, mesmo que pequeno. Isso serve de alerta e evita que ocorram prejuízos no aprendizado das crianças”, conclui Marcella Vidal.
Fonte: Marcella Vidal, fonoaudióloga.
 
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