Educação Integral nas Infâncias: como integrar as crianças no centro do processo pedagógico?

Uma publicação do Centro de Referências em Educação Integral, com o apoio do Instituto C&A, a Educação Integral nas Infâncias traz pressupostos e práticas para o desenvolvimento e a aprendizagem de crianças de 0 a 12 anos. Elaborada ao longo de dois anos, a versão final do documento teve a contribuição da Maria Thereza Marcilio, presidente da Avante – Educação e Mobilização Social.

 

“O documento é um referencial, que a gente espera, deseja, e quer que funcione como apoio para quem quer fazer Educação Integral. Aquela que coloca o sujeito, no caso a criança ou o adolescente, no centro do processo, na sua totalidade. Independentemente de estar lá um turno ou dois, não é só um aluno que vai à escola, aprender a ler, a escrever, a contar, e saber sobre fatos históricos. É um sujeito integral, que pensa, sente, anda, se mexe, sonha e, portanto, precisa participar de momentos e atividades que contemplem cabeça, tronco, membros e coração, sendo entendido integralmente”, explica Maria Thereza Marcilio.

 

A publicação discorre sobre a potência da Educação Integral na constituição de uma escola que coloca a infância no centro de seu Projeto Político Pedagógico, a despeito da etapa escolar a que se refere. A aposta é a de que a Educação Integral traz um potencial de transformação da escola como um todo, ao reconhecer as crianças não como seres imaturos, definidos por aquilo que não sabem, mas como sujeitos sociais, produtores de cultura, e em plano de igualdade com outros grupos geracionais, como aponta o próprio texto.

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Fonte: www.avante.org.br