Campanha de tampinhas em Itabira (MG)
6 de junho de 2021

Escola de Caieiras pede ajuda da população para conseguir cadeira de rodas

lacre solidario

Colégio Odila Azevedo está coordenando campanha de arrecadação de lacres de alumínio. Doações devem ser entregues em garrafas pet totalmente preenchidas, de segunda a sexta, em horário comercial.

Primeira instituição a se associar ao Programa Escolas do Bem em Caieiras, o Colégio Odila Azevedo está à frente de uma campanha de arrecadação de lacres de alumínio. A cada 140 kg deste material, que deve ser entregue em garrafas pet de dois litros, é feita a doação de uma cadeira de rodas.

Tão logo a meta seja atingida, o beneficiário – entidade ou pessoa física daqui da cidade – será escolhido.

“Essa é uma mobilização necessária. Além de melhorar a qualidade de vida de uma pessoa com deficiência, que depende da cadeira de rodas para se locomover, estaremos contribuindo para reduzir a quantidade de lixo que seria descartado na natureza. Isso vale para os lacres e também para as garrafas plásticas”, entusiasma-se a diretora Cláudia Marques de Souza Silva.

A diretora também reforça a importância do envolvimento de toda a comunidade. Qualquer pessoa, empresa ou comércio – e até mesmo outras escolas – pode ajudar na arrecadação. As doações podem ser entregues de segunda a sexta, em horário comercial, na Rua Edmur Matiazzo, 368 – Serpa, Caieiras.

A Campanha do Lacre Solidário em Caieiras é fruto de uma parceria com o Instituto Noa – entidade que coordena o Programa Escolas do Bem. Até agora, ela já contou com a adesão de 130 escolas em 23 cidades. Ao todo, 21 cadeiras já foram doadas.

Ações do portão para fora

Ao se associar ao Programa Escolas do Bem, o Colégio Odila Azevedo passou a receber suporte para potencializar suas ações de responsabilidade social.

“A associação a esse Programa reforça o nosso compromisso de promover o melhor ambiente de ensino e, ao mesmo tempo, olhar para a nossa sociedade, para que possamos contribuir para a formação de cidadãos conscientes, que sejam capazes de fazer a diferença agora e no futuro. Somar forças em prol do bem é sempre um ganho”, incentiva Claudia.

O objetivo é que as iniciativas gerem resultados do portão para fora, resultando em benefícios para toda a comunidade. Além das campanhas-base, que todos os associados são convidados a participar, cada escola é encorajada a desenvolver ações próprias, que consigam transformar a realidade local.

Todas as atividades desenvolvidas pelas Escolas do Bem compartilham de uma característica comum: estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU que, de alguma maneira, se relacionam com a Primeira Infância, como é conhecido o período que vai de zero a seis anos.

Outros pilares do programa são a troca de experiências entre educadores, reforçada pela integração entre as diferentes realidades. Na prática, é criado um laço de parceria entre duas instituições: uma delas, particular, deve apadrinhar uma escola pública, para que ela desfrute dos benefícios da associação sem custo.

Sobre o Programa Escolas do Bem


Coordenado pelo Instituto Noa, o Programa Escolas do Bem nasceu com a missão de ampliar o conhecimento dos adultos sobre o período conhecido como Primeira Infância, que vai de 0 a 6 anos.

Em pouco mais de cinco anos, essa iniciativa pioneira de responsabilidade social nas escolas, já certificou, em parceria com o poder público, mais de 130 escolas públicas e privadas.

O projeto, que nasceu no interior de São Paulo, já se expandiu para a capital paulista, além da cidade mineira de Itabira. Agora, chega também ao Rio de Janeiro.


Ao longo de todo o ciclo de participação, as instituições que abraçam o Programa Escolas do Bem desenvolvem várias ações, que começam no ambiente escolar, mas também se expandem do portão para fora.

Na prática, isso permitiu que mais de 28 mil famílias fossem diretamente beneficiadas.

Todas as atividades são norteadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, relacionados ao desenvolvimento infantil. Às iniciativas já consolidadas, como a Campanha do Lacre Solidário ou a Feira de Troca de Brinquedos, juntam-se outras, como a Semana Mundial do Brincar.

Fotos: Divulgação Instituto Noa/Colégio Odila Azevedo